December 2012
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Um amor estático flutua preguiçoso e adormecido a três palmos do meu travesseiro, quando é madrugada e tudo é sussurro. De onde te vejo a distancia parece relativamente maior. Pelas poucas linhas de luzes que se atrevem a te iluminar, desenho teu contorno. Traço com o dedo teu corpo. Lembranças e vontade brigam pelo primeiro lugar, me encolho do teu lado. Provo paciência. A página branca e...
September 2011
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Intermediário
Talvez não caiba a mim encontrar o paradeiro do que havia perdido. É que ele não me escapou pelos dedos desatentos, não está ao relento entre o meio-fio e os carros, não se esvaiu junto às memórias de uma madrugada ébria. Me perfura os pulmões a constatação daquelas coisas que, mesmo quando assumidamente prováveis e esperadas, eu – ingenuamente – negava até o fim que pudessem acontecer: As...
January 2010
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